As plataformas de jogos online como a Steam, Origin, Epic Games e grupos de chats para jogadores através do Facebook, Skype e principalmente o Discord, trouxeram a possibilidade para criar amigos.

Geralmente são pessoas que não conhecemos pessoalmente, mas que estão há anos convivendo conosco diariamente; participando e auxiliando ao máximo a passar as mais diversas fases, ajudar em equipes de tiroteios e até explorar dungeons (cavernas) estranhas nos mais diversos jogos.

A quarentena que estamos vivenciando agora com o COVID-19 fez com que o número de usuários online em consoles aumentasse em 75% e sem dúvida, nossos dias de jogos online se intensificaram em busca de uma solução ao isolamento social ou de distração para manter a cabeça longe das mídias que estão bombardeando com notícias alarmantes sobre o Coronavírus.

O intuito deste artigo é discutir um período não muito distante, anteriormente à pandemia do COVID-19, quando o isolamento social não era nossa norma.

A pergunta que ficou é a seguinte:

Quando não havia a quarentena, por qual motivo vocês não estavam mais reunindo seus amigos e familiares para jogar na sala de casa?

Atualmente, os jogadores da velha guarda e dos tempos offline, certamente faziam esforços para manter essa prática comum entre os gamers. Uma reunião em que cada um tinha a obrigação de trazer seus próprios controles, jogos e se a mãe deixasse, até mesmo os consoles. Além dos 20 pacotes de Cheetos (para disputar quem fosse cagar tudo depois) e muitos litros e garrafas de refrigerante. E pronto, estava montada a jogatina! Contudo, frequentando alguns fóruns e grupos de jogos em redes sociais tenho reparado que, nos últimos anos, é raro alguém mostrando ou discutindo sobre uma reunião dessa. E olha que hoje é até mais fácil, bastava postar uma foto e descer a mão nos comentários.

Arte digital de uma garota jogando PlayStation 4 durante a noite sozinha no seu quarto na quarentena.
Em tempos de Quarentena, jogar online tem sido algo já natural para os Players.

Atualmente o foco dos jogadores são para jogos multiplayer online, principalmente estilos MOBAS, MMORPGS, FPS ou outros gêneros parecidos. Sem dúvidas, isso potencializou o alcance e o apelo para aumentar a rede de amigos para jogar. Mas, também promoveu um certo isolamento e distanciamento físico dos jogadores antes mesmo de entrarmos no período de pandemia.

Basta dar uma olhada rápida nos tópicos em grupos de jogos do Facebook, principalmente aqueles famigerados ondem ocorrem console wars (guerra entre consoles), veremos que as discussões sobre jogos muitas vezes partem dos seguintes pressupostos para indicar se um jogo é bom: Se o jogo possui bastante horas de jogo e se há a opção para modo multiplayer.

Muitos jogadores criticam pesadamente jogos que possuem uma gameplay longa e sem o fator multiplayer online, (sério, pessoal, qual o problema com jogos no modo singleplayer?), muitos condicionam a aprovação de um jogo somente se houver a presença do modo multiplayer online.

Certo, mas QSOB por que diabos você levantou essa questão?

Eu levantei essa bola pois, é cada vez mais raro discutirem a presença de modos multiplayer local, que poderiam trazer experiências excelentes tanto no modo CoP (cooperativo) quanto PvP (Player vs Player) e simplesmente não chegam ao mercado mais com esses modos.

O público parece não sentir falta e as produtoras parecem não estarem muito interessadas em implementar mais o modo Split Screen (modo de tela dividida), que parece ter sido esquecido por nós e pelas desenvolvedoras.

Arte digital de amigos jogando Goldeneye 007 para o Nintendo 64.
O Santo Graal do Split Screen, Goldeneye 007 do Nintendo 64.

Atualmente o foco dos jogadores são para jogos multiplayer online, principalmente estilos MOBAS, MMORPGS, FPS ou outros gêneros parecidos. Sem dúvidas, isso potencializou o alcance e o apelo para aumentar a rede de amigos para jogar. Mas, também promoveu um certo isolamento e distanciamento físico dos jogadores antes mesmo de entrarmos no período de pandemia.

Basta dar uma olhada rápida nos tópicos em grupos de jogos do Facebook, principalmente aqueles famigerados ondem ocorrem console wars (guerra entre consoles), veremos que as discussões sobre jogos muitas vezes partem dos seguintes pressupostos para indicar se um jogo é bom: Se o jogo possui bastante horas de jogo e se há a opção para modo multiplayer.

Muitos jogadores criticam pesadamente jogos que possuem uma gameplay longa e sem o fator multiplayer online, (sério, pessoal, qual o problema com jogos no modo singleplayer?), muitos condicionam a aprovação de um jogo somente se houver a presença do modo multiplayer online.

Uma voltinha no passado não muito distante!

Em meados de 1996, eu tive minha primeira experiência com jogos online em uma partida do jogo DOOM no modo PvP via Modem. Aquilo sem dúvida me causou impacto como jogador de videogames. Pois eu conseguia jogar com meu amigo sem precisar me deslocar até a casa dele ou vice versa. Aos poucos, os computadores e consoles foram ficando mais acessíveis ao mercado, e os velhos televisores de tubo com cadeiras de plásticas das locadoras foram aos poucos fechando suas portas e sendo esquecidas. Nos anos 2000, as Lan Houses, começaram a surgir. Não era raro juntar os amigos e fechar um pacote para jogar um corujão de sábado para domingo.

Arte digital de amigos jogando o jogo Super Mario Bros. para o NES.
Quem aí nunca reuniu os amigos em torno daquela fase difícil?

Mas, com a internet e a inclusão digital crescendo no Brasil, a facilidade para comprar componentes para montar seu PC ou equipamentos produzidos por aqui (Olá, Positivo! Olá computador do Milhão!) fez com que os computadores conseguissem entrar com mais facilidade nos lares dos brasileiros. Com isso, as Lan Houses também tiveram o seu fim praticamente decretado, fazendo com que os jogadores ficassem em casa e disputassem suas partidas de Counter Strike no modo online.

Mas, ainda existe a possibilidade de reunir amigos em casa para jogar, dar boas risadas e tornar os jogos um fator importante de manutenção e fortalecer os laços das relações afetivas. Claro que, infelizmente, em nossa atual conjuntura de combate ao COVID-19 não podemos e não devemos quebrar nosso isolamento social. E cabe nós, jogadores raiz ou nutelinhas, seguir lotando as salas virtuais e jogando online como nossos amigos.

Recomendações finais

Protejam-se e joguem bastante, seja no modo singleplayer ou no modo multiplayer online. Mantenham contato com seus amigos e familiares e não quebrem a quarentena. Quando isso tudo passar, nós, jogadores de videogames, teremos a obrigação de realizar uma boa game-party para ajudar a superar esse momento de isolamento e manter nossa tradição de jogar com os amigos. Eu já até escolhi o jogo que será o foco aqui em casa: o novo Street of Rage 4 que traz com ele o modo multiplayer local para 4 pessoas.

E vocês, quais são os planos para quando a quarentena passar?


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QSob TV
Três décadas habitando a face da terra! Durante o dia sou um Geocientista, durante a noite sou um jogador velha guarda, alfabetizado nos 8 bits e profundo apreciador da arte dos video-games.

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